quarta-feira, 29 de junho de 2011

Foi uma viagem (2)...

Outra colaboração no site de uma colega; onde estreio como colunista!
E mais um conteúdo para aquela seção do meu blog.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Malditados

Cinco expressões populares que todo mundo conhece: “Não seja Maria vai com as outras”; “Todos têm um preço”; “Uma imagem vale mais que mil palavras”; “Antes tarde do que nunca” e “Tá ligado?”. Ditos que certamente já disse, como força de expressão, mas sem ter noção exata do que falou, de tão automático que pensou. Por isso, vou ajudar:

E antes que pergunte por que estou fazendo isso, digo que foi só para cumprir minha cota diária de post; aproveitar coisas que venho fazendo ao longo da vida; compartilhar a dúvida sobre se tudo isso é mesmo verdade? E aproveitar a era das poucas palavras para que reflita melhor e não seja levado pelos outros, como a Maria! Que vai com as outras.

Tomara que entenda isso rápido, pois agora não sei como representar essa última expressão, com imagens! E falando nelas, usei algumas que eu fiz para ilustrar essa porra, provando que realmente todos tem um preço; que se eu dependesse delas para viver, estava ferrado e que para uma imagem valer mais que mil palavras, depende do artista e do autor.

Na quarta série: Fiz a capa do meu primeiro livro! Uma ótima estréia, logo de cara!
Obs.: Cada aluno fez a sua. Por isso que a minha foi essa, representando eu na porta da escola.


Ainda no primeiro livro: Depois que vi qual era a minha área, cai para dentro das folhas!
Obs.: Este é Júnior. Personagem da estória e sei que não importa, mas é só pra tirar os olhos do desenho.


Já mais crescido era a hora de tentar desenhar meus ídolos!
Obs.: Acha que amadureci com a chegada do Paint Brush?


Agora meu momento Vik Muniz: Junção de imagens e textos!
Obs.: Não envia esta merda pro Vik hein!


Mais uma alá Muniz! A Coca (cola) caiu na mesa e fez o símbolo do meu signo.
Obs.: Acha que evoluí? Obs2.: Não responda. Por favor, guarde para você!

Viu!? Entendeu agora por que escolhi as palavras ao invés dos desenhos!? Tudo bem que acredito ter melhorado muito, graças ao avanço da informática, mas certamente se eu tivesse escolhido e insistido pelo outro caminho, para ganhar a vida, o próximo ditado que fatalmente aprenderia na prática seria “A ocasião faz o ladrão!” Ah! E só para finalizar:

A explicação de eu ter mencionado o outro ditado (Antes tarde do que nunca) é pelo horário da publicação deste post, tá ligado?

Obs. final: Se eu fosse famoso, essas coisas" valeriam muito, mesmo não valendo nada.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Programação delirante

O termômetro, que acabava de tirar do meu sovaco, marcava trinta e oito graus e meio. Só pelo encostar de sua ponta metálica (gelada!) já pude sentir que não estava normal. Tinha febre! Que eu me lembre, há mais de dois anos, não sentia a temperatura do meu corpo subir tanto sem fazer esforço físico apesar de ainda continuar apaixonado.

Era hora de fazer alguma coisa para melhorar. Tomar um remédio para diminuir os sintomas da gripe foi uma opção e a outra foi ficar quietinho, num canto da sala, vendo televisão. E foi justamente esta última que me proporcionou uma incrível experiência, quase extracorporal e, por que não dizer, surreal a medida que ia zapeando de canal em canal.

Começando por canais baixos, num aparelho que capta muito bem os sinais de chuviscos e sobram poucos nítidos, revi o cantor Ovelha num programa chamado Festa Popular cantando o sucesso “Eu vou fazer a sua cabeça”. E como promessa é dívida, ele conseguiu. Tanto que até comecei a suar frio. Se tivesse sua cabeleira, me esquentaria.

Subindo os canais, e a temperatura, vi na Cultura o rapper Xis e suas músicas efêmeras num dueto com o medonho Emicida, que faz questão de falar errado (com cara de mal) e parece a versão anêmica do Ed Motta (só pela barba e costeletas), mas sem talento, no programa Manos e Minas. Enquanto isso eu me afastava cada vez mais rápido da Terra.

Antes de continuar, deixa esclarecer uma coisa: Eu não uso drogas! E depois do exemplo acima, passei até a criticar aqueles que condenam grupos como os Racionais Mc´s, alegando que fazem apologia a entorpecentes. Pois quem condena se esquece que fulanos, como os dois que citei, são os próprios narcóticos cantado, que entorpecem só de ver.

Mais a frente era um programa de flagrantes policiais que me deixava ainda pior (e agora também tremendo de medo), que só foi aliviando ao entrar uma nova matéria sobre torcidas organizadas, qual pude dar um pouco de risada, ouvindo um brutamonte falar (aos prantos), que a organizada vêm antes de sua própria família. Coitada! Da família dessa besta!

Canal mudado, agora era a estranha propaganda do Guaraná Dolly que me fazia sentir os mesmos sintomas de uma alucinação vinda de um chá de cogumelo oferecido por um boneco horroroso em forma de garrafa. Isso na RedeTV! Que depois passou trinta vezes o comercial do Superpapo. Se eu tivesse sem mulher e com uma gilete por perto, já tinha ido!

Na MixTV vi os andrógenos integrantes do Fresno, falando sobre Michael Jackson (até agora não entendi a relação) e a anacrônica banda Cine, vinda do espaço e de uma época que nem quero chegar, caso o futuro seja assim. Lembro da repórter perguntando se as mães deles ajudavam na escolha das roupas e uma das criaturas respondendo: Ainda não.

Como assim, ainda não? O certo não seria dizer, não mais? Tá vendo como não são daqui? Até a repórter gozou deles! Depois dessa entuchei meu nariz de Vick Vaporub; encharquei um lenço com álcool, amarrei na goela e fui dormir. Com essa overdose, por sorte não foi para sempre. No dia seguinte a febre passou. Mas a delirante programação continua na TV.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Bike is life

Somos animais. Por mais dinheiro que se tenha e mais evoluído que se ache, não dá para negar. Animais. Única espécie que se destaca por ter um polegar opositor; capaz de formar sociedade e que possui o livre arbítrio. Porém, ainda assim, animais! Com instinto primitivo de domar fêmeas a força; controlados e que, por muitas vezes, escapa.

Parte integrante de uma classe que segue a risca a tal lei da sobrevivência (ainda mais se analisado os que vivem na selva de pedras), responsáveis pelas modificações no modo de vida de todos a sua volta (quase sempre para pior), incluindo a invenção de uma nova categoria de comportamento dentro da cadeia alimentar. Veja exemplos:

No mato, a folha da árvore cai. Um gafanhoto come. Uma ave come o gafanhoto, que é presa da Jaguatirica. Esta defeca; insetos comem; a cobra papa os insetos; outras aves caçam a cobra e o ciclo segue. Já na cidade, os caminhões e ônibus poluem, não ligam para os carros, que vivem querendo derrubar as motos e estão todos contra a bicicleta!

A principal diferença entre eles é que neste último não há cadeia para os descontrolados. E aqueles que conseguem domesticar seus impulsos, ao entrar num veículo, vestem uma espécie de avatar indestrutível e pronto para matar! Uma ferramenta que expõe a lei do mais forte; enjaula os animais e a habilitação vale como porte de arma.

Já não bastasse tantas guerras por aí; você que nem cumprimenta seu vizinho; linchamentos a quem não tem culpa de ter nascido, agora também existe o desrespeito com um elemento fundamental para acabar com o trânsito das metrópoles; a diminuição de enfartes; a melhora do ar do planeta; a qualidade e vida e até a salvação do romantismo.

Lembra da propaganda: “Não esqueça a minha Caloi”? Acho que muita gente esqueceu. Eu não! Lembro dela e das outras que fizeram, e ainda fazem, parte da minha vida. Desde a primeira Freestyle, aro vinte, vermelha com roda estrela, que ganhei logo depois que larguei a Tonquinha da Estrela, também chamada de velocípede e sem as rodinhas!

Lembro da Aluminum branca, aro vinte seis, totalmente rígida, parceira da minha primeira trilha e do primeiro grande tombo. Da Alfameq Tirreno vermelha, já com suspensão dianteira. A Cannondale Super V700, cinza, que rachou de tanta fadiga e minha companhia quando me perdi na Serra do mar. Pensei em a abandoná-la, mas não tive coragem.

Recordo a Santa Cruz Bullit, também vermelha, que aguentou pancada, quebrou duas vezes e ia longe arrumar, como se levasse um parente ao hospital para salvar. Fora a Astro DH8 (adivinha a cor?) companheira na melhor fase de Downhill e a Rainbow, verde, herança do tio, que uso para passeios urbanos e como outro meio de transporte.

É muita história, carinho e lembranças no banco de uma magrela, no guidão da liberdade de quem é fiel; primeira namorada; minha única amante; uma outra minha amada; que convive bem com a humana atual e eterna; e que também não se conforma em ver como a de duas rodas é discriminada. Odeio aperto, não gosto muito de pessoas e amo minha bike!